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Envelhecer sim, esmorecer jamais!

Quem pensa e diz que os tempos de velhice são marcados pela incapacidade, paralisação, falta de atividade e carência não sabe das transformações que a nova geração das gerações mais antigas estão vivendo e buscando a cada novo dia.
Texto: Rodrigo Cavalcante

Para a psicóloga Angélica Rampazio, a terceira idade de hoje se sente útil e importante

E não precisa ir muito longe para perceber e comprovar que, aquela figura do vovô e da vovó trancados em casa, sentados em uma cadeira de balanço durante todo o dia e tomando chá com torradas, está ficando cada vez mais para trás e hoje, os homens e mulheres que se apresentam como a melhor idade, estão ocupando um novo espaço na sociedade e dentro da igreja. “A perspectiva de vida aumentou e a melhor idade não ficou parada. Eles abriram novos campos e hoje vemos faculdade para terceira idade, vagas de empregos para esse grupo e surgiram vários grupos de atividades criadas especialmente para eles. A melhor idade deixou a cadeira de balanço em casa e foi à luta”, analisa a psicóloga e líder do Ministério da Melhor Idade da IMJN, Angélica Rampazio. Para a psicóloga, a aceitação da idade e perceber que ainda há muito a se fazer, colabora para a qualidade de vida: “Percebemos uma nítida melhora na qualidade de vida da terceira idade de hoje para a de vinte anos atrás, pelo simples fato de eles terem percebido que ainda podem fazer muita coisa. Hoje, vemos, em nossa própria Igreja, a terceira idade estudando, ensinando, pregando e evangelizando. Está começando a haver uma valorização da pessoa idosa. E é importante para qualquer um se sentir útil e importante”.

Darcy Baptista afirma que suas atividades são melhores que remédio

Um exemplo dessa vida em plena atividade, após os 60 anos, é Darcy Baptista Ribeiro. Ela é uma das fundadoras da IMJN, tem 75 anos, já é bisavó e dedica boa parte de seu tempo a escrever artigos, peças de teatro, preparar aulas e pregações. Para ela, todas essas ocupações são melhores que remédios e garante que faz bem à sua saúde. “Exercito minha memória com minhas atividades”, diz Darcy, que revela de onde vem inspiração e motivação para seus textos: “Gosto de lembrar e buscar coisas e acontecimentos da minha vida e colocar no papel aquilo que Deus me fez viver. Escrevendo, lendo e pregando conheço cada vez mais a Palavra de Deus e aprendo, a cada dia, a manuseá-la de forma melhor”.

Clique aqui e leia o artigo “Amor Cristão”, de Darcy Batista

Dulce Cassiano ensina trabalhos manuais e é referência na Ação Social da IMJN

Quem também se enquadra no perfil de que a melhor idade tem muito a ensinar é Dulce Cassiano da Silveira. Ela também é uma das fundadoras da IMJN, e em 1968, quando a Igreja abriu as portas em Jardim Novo, tinha 34 anos de idade. Desde sua juventude, a irmã Dulce sempre foi participante de todas as atividades da Igreja, colocando-se à disposição sempre que precisavam de sua ajuda. Ela se tornou uma das referências na Ação Social da IMJN e, mesmo com o passar do tempo, não desanimou. Ao contrário, continua mais presente do que nunca. Hoje, um dos trabalhos que realiza é ensinar atividades manuais a outras pessoas, como fuxico e crochê. “É uma atividade que me dá muita alegria. Poder ajudar e ensinar outras pessoas me enche de satisfação”, fala, com muita alegria. “Ano passado, inclusive, ensinei trabalhos manuais em um asilo. Era muito divertido. E, na Igreja, as pessoas que aprendem as técnicas, ganham dinheiro com o que aprendem”, conclui, satisfeita.

Só tem tempo para pensar em idade que não busca novas atividades.

Novo na fé e com 75 anos, Manuel Marins se dedica a recuperar vidas na madrugada carioca. Com apenas seis anos de conversão, ele quer falar e mostrar para todos que vale a pena ter Jesus como Senhor. “Tenho grande prazer em trabalhar no evangelismo das madrugadas. Falamos de Cristo e acompanhamos a transformação de pessoas. Aprendo muito participando desse grupo”. E continua: “Só tem tempo para pensar em idade quem não busca novas atividades para fazer. Sei que ainda tenho muito a oferecer”. O grupo de irmãos que fazem os trabalhos de evangelismo, distribuindo sopas e falando de Jesus nas ruas da cidade, tem idade entre 25 e 50 anos. O irmão Marins chegou para trazer experiência, ânimo e para servir de exemplo a todos. “É um exemplo para todos nós”, afirma o grupo.

A vida tem muito a nos oferecer em todas as suas fases. E o que esses simpáticos homens e mulheres, geralmente de cabelos brancos, tem nos mostrado é que estão aproveitando todas as oportunidades que lhes são oferecidas e estão construindo novos e importantes momentos em suas vidas, fazendo valer a mensagem de Paulo a Timóteo, quando diz: “Porque o espírito que Deus nos deu não nos torna fracos; ao contrário, o seu Espírito nos enche de poder e de amor e nos dá domínio próprio” (2Tm 1.7). Que haja em nós o mesmo espírito. Envelhecer sim, esmorecer jamais!

Clique aqui e leia o texto “Concurso de Beleza”, de Carla Muir

 

 

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