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Idéia Brilhante

Documentos reais mostram como foram os dias 10 e 11 de fevereiro de 1742 de John Wesley. Nesses dias uma idéia começou a ser praticada e volta a ser ênfase na Igreja Metodista de hoje: a divisão de pessoas em pequenos grupos.

Wesley pregando nas ruas da Inglaterra.

10 de fevereiro – Uma idéia brilhante
A dívida assumida por Wesley com as construções em Bristol e Londres era muito pesada. A quantia de 25 a 35 libras anuais recebidas por ele, na qualidade de fellow, da Universidade de Oxford, era suficiente apenas para os seus gastos pessoais. Precisava de muito mais dinheiro para saldar os empréstimos.

Em fevereiro de 1742, na reunião com diversos líderes da sociedade de Bristol, visando a estudar meios para pagar as dívidas do salão novo, surgiu uma idéia brilhante. O capitão Foy, capitão de navio com base em Bristol, propôs que cada membro da sociedade contribuísse com um penny por semana para tal finalidade. A solução inovadora de Foy era simples: dividir a sociedade em grupos de 12 pessoas, cada um deles com um líder responsável pela entrega da quantia semanal e por completar ele próprio o que não conseguisse arrecadar de seu grupo. Foy se ofereceu inclusive para liderar o grupo das 11 pessoas mais pobres. Sua sugestão foi acatada e colocada em prática.

No mês seguinte, o mesmo plano foi implantado em Londres, na sociedade da Fundição. No seu Journal (25/mar./1742), Wesley conta: “Nomeei vários homens diligentes e razoáveis para reunirem-se comigo. Mostrei-lhes a grande dificuldade para conhecer as pessoas que desejavam estar sob meus cuidados. Depois de muita discussão, todos concordaram que não havia melhor caminho, para chegar a um conhecimento seguro e completo de cada pessoa, que o de dividi-las em classes, como as de Bristol, sob a supervisão daqueles em quem se podia confiar mais. Essa foi a origem das nossas classes, em Londres, pela qual nunca pude agradecer suficientemente. A utilidade indizível da instituição havia sido desde então mais e mais manifesta”.

11 de fevereiro – Um método que deu certo
A proposta original do capitão Foy, estipulando a criação dos grupos de 12 pessoas, com a escolha de um líder responsável pela cobrança semanal, revelou-se providencial para a solução de outros problemas que incomodavam John Wesley. À medida que os líderes começaram suas rondas semanais, contatando todos os membros da sociedade, logo descobriram a existência de inúmeros problemas, como brigas domésticas, bebedeiras e outros tipos de comportamento nocivo. Ele imediatamente percebeu que os líderes poderiam assumir funções mais importantes, tornando-se guias espirituais, reunindo-se com ele semanalmente.

Foto de rosto de Wesley.

O método ajudou Wesley a conhecer melhor a sociedade de Londres, que, em fevereiro de 1742, já possuía quase mil membros. Indiretamente, via os líderes, pessoas de sua total confiança, conseguiu estender o toque pessoal de sua supervisão pastoral. Tornou-se mais fácil e vantajoso reunir os membros das classes do que visitá-los em suas próprias casas. Dessa forma, segundo Wesley, “uma inquirição mais completa foi feita sobre o comportamento de cada pessoa (...). As brigas foram apaziguadas, desentendimentos foram removidos (...). Conselhos ou reprovações eram dados sempre que exigidos (...). Depois de uma hora ou duas passadas nesse serviço de amor, concluía-se com preces e ações de graças”.

Além do celeiro para a formação de líderes – muitos deles se tornaram pregadores metodistas - , as classes e bandas também proporcionaram a edificação de outra importante liderança leiga. Era o ecônomo (steward), espécie de tesoureiro, responsável pelo recebimento de valores e pagamentos de despesas. Surgiu, assim, o primeiro ecônomo entre os metodistas, manejando as transações financeiras e a contabilidade de cada sociedade. Logo em seguida, quando Wesley começou uma coleta especial para os necessitados, a organização estava pronta para cuidar das contribuições. Desse modo, nenhum valor arrecadado passou mais pelas mãos dos irmãos Wesley. Foi uma ótima providência, uma vez que eram freqüentes as acusações de eles estarem enriquecendo à custa dos pobres.

 

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