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Muito prazer: Pastor Alexandre Vitaliano

Apresentado à Igreja como Pastor ajudante no último mês, o Pastor Alexandre Vitaliano conversou com nossa equipe e falou um pouco de sua vida, ministério e expectativas.

Pastor Marcus anunciando a igreja a recepção do Pastor Alexandre.

Ele se chama Alexandre Vitaliano Barbosa, tem 37 anos, é casado com Andréa, tem uma filha, Beatriz, e, além de Pastor, é filósofo. Sua história no evangelho teve início na Igreja Presbiteriana, mas, foi na Igreja Metodista, há dois anos, que sua caminhada na vida pastoral teve início. No Concílio Regional de 2006 ele foi enviado à Igreja Metodista em Jardim Novo e, ficou com a responsabilidade de liderar o trabalho na Congregação da Igreja no bairro do Barata, área carente na zona oeste carioca. Lá, passou seus dois últimos anos, deu os primeiros passos no ministério pastoral, desenvolveu muitas atividades e fez amigos na localidade. No início de 2008 uma novidade: ele viria para Jardim Novo, auxiliar o Pastor Marcus Fraga. Nessa entrevista, você conhecerá um pouco mais da vida, ministério e expectativas do Pastor Alexandre Vitaliano, para essa nova fase de sua vida.

Conte-nos sua trajetória na igreja evangélica, desde sua conversão.
Minha origem foi na Igreja Presbiteriana em Padre Miguel, onde cheguei no ano de 1997. Quando estava na Igreja Presbiteriana, minha esposa, Andréa, já era metodista e eu resolvi acompanhá-la. Foi na Igreja Metodista em Realengo que me batizei, no ano de 98, com os Pastores Rogério e Daniel. Após o batismo, cerca de dois meses depois, eu fui integrado ao Ministério de Ensino, onde era professor da classe de jovens, pois desde a época em que era da Igreja Católica, sempre estudei muito a Escritura e me aplicava nisso. O Pastor Daniel, reconhecendo essa habilidade e prática, me indicou a professor dos jovens. Ainda na Metodista em Realengo, fui professor da classe de novos convertidos. Em seguida, no ano de 2000, já sendo um seminarista metodista, fui enviado para ser um dos dirigentes da Congregação de Realengo em Água Branca, onde, por motivo de uma doença da minha esposa, não permaneci por muito tempo, me membrando, no ano de 2001, à Igreja Metodista do Rio da Prata (no bairro de Bangu, zona oeste do Rio), pois ficava mais próximo de minha casa. Em Rio da Prata aprendi muitíssimo. Tive a oportunidade de ser conselheiro de juvenis, dos jovens, professor em todas as classes de Escola Dominical, participar do Ministério de Apoio Administrativo e Tesouraria. Ainda no Rio da Prata fui um dos que iniciaram o “Projeto Resgatando Vidas”, onde trabalhávamos junto a moradores de rua.

Como o senhor percebeu e como teve início o ministério pastoral em sua vida?
Percebi que Deus queria algo de minha vida desde criança. Minha mãe me consagrou ao sacerdócio da Igreja Católica...ela só errou a meta, por que meu lugar é na Igreja Protestante. Eu creio que tudo foi Obra do Espírito Santo de Deus, pois me desiludi com muitas coisas da Igreja Católica e cheguei a Igreja Protestante. Com relação à ir para o Seminário Metodista (Bennett), Deus me mostrava através de Sua Palavra que Ele queria mais de mim. E, quando ainda estava na Igreja Metodista em Realengo, no ano de 1999, um dia, no pátio da Igreja, encontrei com um Evangelista chamado Clemar e ele me falou que tinha uma palavra de Deus para minha vida. Ele disse que Deus tinha pressa para o chamado ministerial em minha vida. Mas havia um impedimento: o Pastor Rogério (na época Pastor da IM Realengo) lembrou que só podia (e ainda é assim) ingressar no seminário metodista quem já tinha, pelo menos, dois anos arrolado como membro de uma Igreja Metodista local. Mas, em uma oração no monte, Deus confirmou mais uma vez, através de uma irmã, que Ele tinha pressa em minha vida. Então, no ano de 2000, comecei a cursar Teologia, no Instituto Metodista Bennett.

Fale-nos de sua visão com relação à Igreja Metodista, hoje.
A minha visão quanto a Igreja Metodista, creio eu que, hoje ela tem fugido um pouco de alguns ideais que ela tinha e lutava anteriormente. E eu acho que o nosso dever é resgatar esse alvo perdido. Agora, o que eu vejo de mais maravilhoso na Igreja Metodista é a questão do “pensar e deixar pensar”, é a questão da liberdade de conhecimento, pensamento e participação que ela dá ao membro de colocar as suas idéias e de não ser uma Igreja fechada, onde o membro não pode contribuir e colaborar. Ela tem sua doutrina, onde todos devem obedecê-las, mas ela dá espaço para participação do membro, na Igreja. Eu vejo isso de forma maravilhosa porque Cristo também deu essa liberdade aos seus discípulos; Ele os discipulou e permitiu que eles fossem enviados. Como instituição eu não tenho nada o que falar da Igreja Metodista, porque, o que eu sou hoje, Cristo me deu, mas ele permitiu que tudo isso fosse me concedido dentro da Igreja: os meus ensinamentos e a minha formação. Eu louvo a Deus pela vida da Igreja Metodista e creio que ela vai crescer ainda muito mais, embora não dentro desse crescimento desenfreado de querer massificar, mas num crescimento de retorno à Palavra de Deus, onde a membresia saiba por que caminho está andando, tendo certeza que não está sendo guiada por experimentalismo, mas pela Palavra de Deus. Eu creio que esse é o mover que Deus está fazendo dentro da Igreja Metodista.

Pastor Alexandre falando sobre sua chegada a IMJN.

O senhor passou os anos de 2006 e 2007 à frente de nossa Congregação no bairro do Barata. Como foi essa experiência?
No ano de 2006 saiu a minha nomeação como Pastor Ajudante para a Igreja Metodista em Jardim Novo e o Pastor Marcus me designou para liderar as atividades na Congregação do Barata. Para mim foi uma experiência riquíssima, um aprendizado maravilhoso. A princípio, me veio aquela ansiedade de colocar em prática tudo o que tinha aprendido no seminário, mas quando me vi, de fato, no ministério, percebi que eu aprenderia muito mais no dia-a-dia. A Congregação contribuiu muito para minha vida porque vejo a vida cristã como uma troca, onde você dá, ensina, recebe e aprende. E eu recebi e aprendi muita coisa com meus amados irmãos do Barata. Tenho um carinho todo especial por eles. Foi lá que dei meus primeiros passos no ministério pastoral, embora continue no início. Mas a Congregação é o local que vou ter sempre no meu coração, pois foi lá, com aqueles irmãos e irmãs, que o Senhor Jesus me permitiu que eu viesse a começar minha vida pastoral.

Na Igreja Metodista em Jardim Novo o senhor será como um braço direito do Pastor Marcus Fraga. Como é a relação de vocês e como será esse trabalho conjunto?
Falar do Pastor Marcus sempre me emociona porque é o amigo, é o companheiro, é o professor e estar pastoreando ao lado dele tem me proporcionado novas experiências e sido um momento de aprendizado para a minha vida. Sem contar, também, a questão da amizade. O Pastor Marcus é aquele ao qual eu tiro as minhas dúvidas, procuro me aconselhar e, graças a Deus, acho que ele também tem achado um amigo em mim, pois penso que se não me visse como um amigo, ele não me chamaria para estar pastoreando junto dele; mas sempre sabendo do meu lugar, onde ele é o meu Pastor titular e eu sou o Pastor ajudante dele. E, por essa relação eu tenho profundo respeito, profundo amor e profundo carinho. Não só por ele, mas por toda a sua família. Eu louvo a Deus pela oportunidade de estar com ele e por Deus ter colocado ele em minha vida e na vida da minha família. Espero ser um ajudador e oro para que Deus o abençoe por onde quer que ele ande e por onde quer que Deus o envie. E que ele sempre reflita o brilho de Jesus em sua face, porque é dessa maneira que eu o vejo.

O senhor acabou de chegar para ser Pastor ajudante da Igreja Metodista em Jardim Novo. Quais as expectativas com relação a esse novo desafio?
Minha expectativa é que, é que eu viva a fidelidade de Deus em Jardim Novo, como vivi na Congregação do Barata. Da mesma maneira que os dois últimos anos foram momentos de aprendizado pra mim, que aqui também seja um momento de aprendizado. Da mesma maneira que houve troca com os irmãos da Congregação, que haja essa troca em Jardim Novo, também. Que a Igreja veja e reconheça os dons do Pastor Marcus e também veja e reconheça os dons do Pastor Alexandre. Quando o Pastor Marcus me chamou para Jardim Novo, ele me pediu para dar suporte à área de ensino, ao qual darei total apoio. E eu gostei muito do convite que me foi feito por parte da liderança de jovens, para que eu os auxiliasse, onde também ajudarei sempre que necessário. Tenho certeza que o Espírito Santo de Deus irá me conduzir para essa nova jornada. A expectativa é que eu possa dar o melhor de mim em tudo aquilo que a Igreja me solicitar.

 

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