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A tragédia anunciada
domingo, 6 de abril de 2008 Por Claudia Pinheiro
Categorias :: Aconselhamento, Exortação
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1 Comentários

Fico perplexa ao ver, em todos os meios de comunicação, a constatação do estrago que o mosquito que causa a dengue está fazendo. Digo que fico perplexa, pois vejo informações sobre o assunto bem há uns dez anos. Mas, durante todo este tempo, o que cada um de nós fez a respeito? Quantas vezes ouvi pessoas bem próximas a mim dizerem que “não era bem assim”? E agora? De larvinha em larvinha, a tragédia está aí. Será que o ser humano precisa de tragédias para cuidar, agir e se posicionar?

Esta situação do estado e da população do Rio de Janeiro me leva a pensar se não é exatamente assim que temos agido com a vida espiritual. Há quanto se aguarda um avivamento e há quanto se anuncia o declive espiritual no meio das igrejas? Muitas são as larvinhas que o inferno tem lançado em nosso “terrenos”, como o descomprometimento? Tem sempre alguém achando que pode deixar “ovinhos” do inferno proliferando em suas vidas, sem pensar que isto, mais tarde, mate a muitos em epidemias, porque, assim como quintais mal cuidados provocam epidemias e causam morte no mundo natural, pessoas, famílias e igrejas mal cuidadas causam morte no mundo espiritual. E aí? Vamos somente assistir? Será que não compreendemos que se não fizermos, cada um de nós, algo a respeito, veremos uma tragédia muito mais séria do que tudo que já temos contemplado?

E, o que podemos fazer? Entendo que em primeiro lugar devemos cuidar para que os focos em nossas vidas sejam destruídos pelo poder da Palavra, da santidade bíblica e pelo desejo real de ter comunhão com o Pai e, a partir daí, começarmos o ataque aos focos do arraial, praticando a comunhão. Quando a Igreja de Cristo se unir com o propósito de glorificar ao Pai, “koynonia” deixará de ser um nome diferente e muitas vezes não compreendido.

Em Atos 2.42-47 vemos que o amor, a união do corpo fazia com que, a cada dia, almas fossem acrescentadas ao Reino. Precisamos impactar esta geração com o amor de Deus. Não estou querendo que todas as igrejas pensem da mesma forma, no que diz respeito a costumes ou ritos de culto, mas em uma coisa precisamos ser unânimes, pois não há outra forma de avançarmos com êxito, desmascarando os focos do inferno, se não for pelo amor ao Senhor, em vê-Lo como único glorificado.

Em Gálatas 5.13-15, Paulo fala sobre o amor, mas no verso 15 fala algo extremamente sério para os nossos dias: “Se vós, porém vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos”. Eu tenho que me determinar a amar “apesar de”. Preciso deixar de odiar e olhar para o outro como alguém que, talvez, até precise ser repreendido em amor e não odiado ou, simplesmente, deixado de lado. Resolva seus problemas com o outro; pare de se apegar a pequenas coisas que só te destroem e te tornam menor e mesquinho.

Não é fácil, mas vamos fazer um mutirão espiritual para glorificar a Deus e ver as fortalezas de satanás caírem. Comunhão é a nossa saída. Se nos unirmos, Deus vai nos mostrar a porta por onde devemos passar e esta geração será atraída a Cristo. Paremos de disputar poder e oremos pelas lideranças evangélicas deste país. Isto inclui do líder de seu departamento, sua igreja, seu pastor, como de todas as demais.

Se você deseja hoje “limpar o seu quintal” e juntar forças no mutirão contra o esfriamento, a falta de amor e o pecado, deixe-nos um recado no espaço destinado a comentários deste artigo. Juntos em comunhão, vamos orar e nos posicionar, cada um no lugar onde Deus o colocou e, assim, o Senhor poderá contar com cada um de nós como um agente contra as tragédias anunciadas e para que então se cumpra em nós Atos 4.32, sem utopia; creia, pois é possível!

O mundo quer saber o que está acontecendo. E aí, vamos contar?
Não vamos nos “morder”, pois isto o inferno inteiro já quer fazer.
Sinceridade, obediência, a graça e a paz do Senhor a todos!

 

Comentários

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segunda-feira, 21 de abril de 2008 as 11:33
É interessante relembrar que o próprio Jesus afirmou que o amor é a "marca" dos seus discípulos.
Muitas vezes, fazemos questão de sermos conhecidos pela beleza/dimensão do nosso templo, pela qualidade dos músicos da equipe de louvor, pela quantidade de membros ou pelo currículo do pastor, etc.
Amar significa renúncia, submissão, sacríficio... é agir com o outro da maneira como eu quero ser tratado, ainda que o meu próximo nunca vá me tratar assim. Amar não é um fardo, é um privilégio. Deus nos amou quando ainda éramos pecadores... Ele nos amou de tal maneira que deu... Deus é amor!
É impossível (nos) amar(mos) quando deixamos que os sentimentos hedonista e egocentrico, da sociedade atual, se enraízem em nossas vidas, se travestindo em valores, apoiados em jargões ditos à "torto e direito" em muitas igrejas: "sou filho do Rei e herdeiro", "posso todas as coisas", "isso foi conquistado". etc.
Precisamos buscar o Deus que É e não o Deus que somente faz; isso só é possível através de uma vida de santidade, isto é, Bíblia, oração e comunhão... Bíblia, oração e comunhão... Bíblia, oração e comunhão... Bíblia, oração e comunhão...
Por Gedielson Ribeiro
 

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