Recentemente, além desses comentários isolados, acabei me defrontando com um debate sobre o tema e – para a minha surpresa – descobri que isso é normal. Dados médicos informam que o nosso estômago, conforme amadurecemos, vai ficando cada vez mais sensível a tal substância, variando a gravidade de indivíduo para indivíduo.
Ufa! Que alívio... Apesar de ser uma sensação ruim, é sempre bom saber que você é normal, que outras pessoas sentem o mesmo, que não há nada de errado com você. A única questão que fica é sobre o que pode substituir aquele tão apreciado achocolatado matinal, aquela média bem morninha.
Bem, a resposta teoricamente seria simples: procurar ingerir algo mais sólido. No entanto isso não é nada fácil de achar. Por favor... Alguém aí conhece algum nutricionista que tenha alguma proposta?... Mas, por favor, apenas uma ressalva: Nada de querer me mandar para uma farmácia de manipulação.
Esse papo todo sempre me faz lembrar da ansiedade de Paulo: “E eu, irmãos não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo. Leite vos dei por alimento, e não comida sólida, porque não a podíeis suportar; nem ainda agora podeis;” (I Co. 3:1-2). Sinceramente – e perdoe-me a franqueza e a redundância – sempre apreciei a sinceridade de Paulo, mesmo admitindo suas fraquezas e angústias, não se esquivava de explicar e explicitar o “o quê” e o “porquê” falava tal e qual coisa. Mas, vamos lá, dentro desta mesma sinceridade: Será que ainda não aprendemos nada? Se depois de dois mil anos de Cristianismo e os quase cinco mil de Judaísmo ainda não aprendemos nada com Adão e Eva – com tanta coisa para comer, escolhe logo o que não deve –, pelo menos não devemos ter aprendido a assumir que erramos, que somos falhos e que necessitamos de misericórdia? Será que já não merecemos uma comida um pouco mais sólida – uma papinha de vez em quando até que não cairia mal? Dê uma olhada, mas com atenção: já tenho mais de dois dentinhos...
É... parece difícil.
Se somos isso tudo que nos chamam – geração santa, sacerdócio real – já era para estarmos desfrutando, ou melhor, degustando, das benesses de tal estágio. A todo tempo prestamos o nosso sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, o nosso culto racional (Rm. 12:1), quando então seremos libertos, quando nos deleitaremos do cordeiro pascoal? (Ex. 12:1-11; Lv. 3) Vamos lá... a mesa do Senhor não está posta? (Sl. 23:5) Será que não tem ninguém para servir? Onde estão os despenseiros deste lugar? (I Co. 4:1-2; Tt. 1:7; I Pe. 4:10) Ei!... Garçoom...
Xiii.... Era só o que faltava... Agora acabou a luz. Ainda bem que eu tenho a minha lanterna. E graças a Deus que eu carrego sempre as minhas pilhas reservas, são mais do que o suficiente, recarregáveis e de ótima qualidade (Mt. 25:1-13; II Rs. 4:1-7). Espero em Deus que você também tenha as suas, pois, caso o contrário, vai ficar tateando no escuro, e talvez, enganado, acabe entrando em alguma farmácia de manipulação aberta.
Bem, continuo com fome e minha barriga dói – alguém aí tem um antiácido? –; deixa para lá. Com a fome que eu estou sou bem capaz de morder minha própria língua – não; mas bem que eu queria, de verdade; me pouparia o trabalho. No entanto, se é assim, deixa que eu me viro – com fome é que não vou ficar. Eu mesmo vou para a cozinha.
E aí?... Está servido?!...
Só toma cuidado.
Assopra que está quente.
Mastiga direito.
Só estou avisando...
Não quero que você tenha uma indigestão.
Passar bem.
Bom Apetite.